Manaus: Cobertura do Seminário de Pesca Indígena

Em março de 2019 estivemos em Manaus, capital do Amazonas, para cobrir um evento muito importante para a autonomia dos povos indígenas que da pesca artesanal tiram seu sustento: o Seminário da Pesca Indígena no Amazonas.

Registro completo do Seminário – Coprodução Arica Cinematográfica e COMUNAVE

O evento foi realizado pelo ICSF (International Collective in Support of Fishworkers) e pela OPAN (Operação Amazônia Nativa), e nesse link você encontra mais informações, na notícia publicada pela Dafne Spolti. A parceria para a produção audiovisual veio pela Arica Cinematográfica, do grande diretor Enio Staub, com apoio do Coletivo Memórias do Mar, através do não-menor Leopoldo Gerhardinger.

A proposta era: registrar depoimentos das muitas e muitos líderes que estavam presentes, por ser uma oportunidade única de reunir estas pessoas em um lugar só, e também traçar um perfil da atuação dessas populações, em relação a preservação da vida, da natureza e da cultura, alinhando tudo isso às “Diretrizes voluntárias para assegurar a pesca sustentável de pequena escala”, apresentadas pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Foi uma imersão de quatro dias, interagindo com lideranças indígenas, pescadores e pescadoras das etnias Kokama, Tikuna, Mura, Tukano, Tenharim, Desano, Paumari, Kanamari, Deni, entre outras trabalhadoras e trabalhadores da pesca artesanal presentes. Gravamos 14 entrevistas, e muitas horas de debates, discussões e o cotidiano do evento, somando muitas e muitas horas de arquivos de vídeo.

Para editar uma quantidade grande de material em um produto audiovisual de qualidade, e que consiga contemplar o objetivo do evento, deliberamos que a estrutura do vídeo seria baseada nas Diretrizes Voluntárias da FAO. Assim, consegui (joaorlazaro) selecionar os trechos das falas de maior relevância para essa estrutura. Usei a ferramenta draw.io, que é um editor online de diagramas, integrado ao Google Drive, para organizar tal estrutura, a partir dos cortes das partes selecionadas, na linha do tempo do software de edição de vídeo.

Organização dos trechos brutos das entrevistas, de relevância para a estrutura do vídeo.

A organização dos cortes mais relevantes em uma espécie de “mapa”. Cada cor corresponde a uma pessoa específica que foi entrevistada. A escolha da cor é arbitrária, sendo selecionada de acordo com a roupa da pessoa entrevistada. Cada retângulo corresponde a um trecho de fala, e o que está escrito no retângulo é a a descrição da fala da pessoa.

Sequência de número 5, montada a partir de outras quatro anteriores, apreciadas pelas pessoas vinculadas ao projeto.

A partir desse “mapa” dos trechos mais apropriados para nossa mensagem, criei estruturas para o vídeo, que usei de guia para a montagem no software de edição. Afinal, se eu (joaorlazaro) tivesse que montar tudo a partir de uma organização na minha cabeça, seria meu fim.

Graças a essa metodologia, consegui em pouco tempo, com poucos recursos, organizar uma linha do tempo para um produto audiovisual de qualidade. Essas metodologia e outras técnicas de edição você pode aprender com a gente. Só acompanhar as nossas Oficinas e/ou também considerar uma Aula de Edição de Vídeo.

Bônus: Vlog da viagem

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